Neurologia e Psiquiatria

Neurologia e Psiquiatria · Investigação de Tontura Crônica

"Labirintite" não é diagnóstico.
É um nome para não investigar.

Debaixo desse rótulo estão pelo menos quatro condições distintas, com condutas distintas. Descobrir qual é a sua muda o tratamento inteiro. Comece organizando os seus sintomas.

Gratuito. Sem cadastro para começar. Você recebe um resumo organizado dos seus sintomas para levar ao consultório.

Dr. Saulo Nader, neurologista
Dr. Saulo NaderNeurologista · Investigação de tontura e vertigem

Você vai se reconhecer

Você não precisa explicar. A gente já sabe como é.

Marque mentalmente quantas dessas são a sua rotina.

Antes do primeiro passo do dia, você já testa o equilíbrio segurando no batente da porta. Virou reflexo, não escolha.

No corredor de prateleiras cheias, o excesso de estímulo visual faz o chão inclinar. Você desiste no meio da compra e sai antes de passar mal.

Você evita rodovia, evita à noite, evita hora do rush. Ou simplesmente parou de dirigir.

Sem nem perceber, você já mapeou cada corrimão e cada parede de apoio do seu prédio, do trabalho, do mercado.

Você passa o dia inteiro segurando a tontura para ninguém perceber e chega em casa sem energia para mais nada, nem para quem te espera.

Você já foi ao pronto-socorro com medo de verdade e voltou com um “melhorou? então pode ir”, sem nenhuma resposta.

Você parou de avisar quando está tonto: cansa mais explicar do que sentir. Então guarda para você.

Isso não é frescura, não é exagero e não é “só ansiedade”. É um sintoma neurológico com causas identificáveis, e a maioria delas tem tratamento.

Onde você já deve ter visto

A mesma didática que você vê na TV é a que conduz a consulta.

O Dr. Saulo Nader é chamado com frequência por veículos como o SBT News para explicar, ao vivo, temas de neurologia e psiquiatria para o público em geral. Fora do estúdio, a mesma clareza é usada para explicar o seu próprio diagnóstico.

Dr. Saulo Nader sendo entrevistado ao vivo no SBT News
Ao vivo no SBT News, explicando os riscos da sonolência ao volante.
Dr. Saulo Nader na redação do SBT News
Na redação do SBT News, antes de entrar no ar.
Dr. Saulo Nader nos bastidores do estúdio de TV com um colega
Nos bastidores do estúdio, depois de gravar.

No canal Neurologia e Psiquiatria no YouTube tem mais entrevistas e explicações como essas.

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Por que o exame veio normal

Exame normal não quer dizer que não há nada.

Quer dizer que a estrutura está intacta. Ressonância, audiometria e exames de labirinto mostram se as peças do seu equilíbrio estão danificadas. Nenhum deles mostra se as peças estão conversando entre si.

E é exatamente aí que mora a tontura crônica mais comum e menos diagnosticada.

Seu equilíbrio é um trabalho conjunto de quatro sistemas: ouvido interno, visão, sensores dos músculos e articulações, e o cérebro que integra tudo isso. Quando um susto vestibular acontece, o cérebro pode entrar em estado de vigilância e não sair mais dele.

Cada peça continua funcionando. A orquestra é que desafinou.

Por isso o exame vem normal. E por isso “não deu nada” não encerra a investigação. Deveria abri-la.

Classificação internacional

A Tontura Postural Perceptual Persistente (TPPP) foi oficialmente classificada em 2017 pela Bárány Society, a sociedade internacional de neuro-otologia.

Ela tem critérios diagnósticos positivos, não é um rótulo dado por eliminação. O que falta, na maioria dos casos, é o médico aplicar os critérios.

Três diagnósticos

Três doenças diferentes. Três tratamentos diferentes. Um nome só: “labirintite”.

“Labirintite” virou o guarda-chuva de tudo o que roda. Debaixo dele, quase sempre, está um destes quadros, e cada um exige uma conduta distinta.

VPPB

Vertigem Posicional Paroxística Benigna

Gira quando você deita, levanta, vira na cama ou olha para cima. Dura segundos. Passa. E volta no próximo movimento.

O que está acontecendo

Pequenos cristais de cálcio do ouvido interno se soltaram e flutuam onde não deveriam. Cada movimento de cabeça os empurra e dispara a rotação.

Por que importa saber

É a causa mais comum de vertigem, e uma das poucas onde diagnóstico e tratamento são feitos na própria consulta, com manobras de posicionamento. Não é raro alguém conviver anos com “labirintite” e sair de uma consulta bem conduzida sem a vertigem.

A VPPB pode recidivar. Manobra bem feita não é garantia de que nunca mais volta. É o tratamento correto para o episódio atual.

Ménière

Doença de Ménière

Crises de vertigem de 20 minutos a 12 horas, não segundos. Com zumbido, ouvido tampado e audição que oscila: piora na crise, melhora depois. Quase sempre em um ouvido só.

O que está acontecendo

Alteração na pressão dos líquidos do ouvido interno. Com o tempo, a perda auditiva flutuante pode se tornar permanente e progressiva.

Por que importa saber

O padrão de perda auditiva na audiometria muda com o tempo: um exame feito num dia bom pode não mostrar nada. É uma das razões pelas quais Ménière demora tanto a ser reconhecida.

Não existe cura. Existe controle de crises, e ele muda muito o dia a dia de quem convive com a doença.

TPPP

Tontura Postural Perceptual Persistente

Não gira. Balança. É a sensação de estar num barco, de flutuar, de o chão não estar firme, na maioria dos dias, há meses. Piora em pé, andando, em ambientes visuais carregados.

O que está acontecendo

Depois de um evento que abalou o equilíbrio, o cérebro passa a monitorar o equilíbrio conscientemente e não desliga esse alarme. Você faz manualmente algo que deveria ser automático.

Por que importa saber

Os exames vêm normais, e por isso essas pessoas ouvem “é ansiedade” e vão para casa sem tratamento. A TPPP tem critérios internacionais desde 2017 e tem linha de tratamento definida: reabilitação vestibular, TCC e, em parte dos casos, medicação.

Os resultados variam de pessoa para pessoa e o tratamento leva meses. Quem prometer velocidade está vendendo, não tratando.

E ainda tem uma quarta

Enxaqueca vestibular: crises de vertigem em quem tem ou já teve enxaqueca, sem perda auditiva associada. É uma das causas mais confundidas com Ménière e uma das mais frequentes na prática. Entra em toda investigação séria de tontura.

Por que neurologia e psiquiatria juntas

“É ansiedade” não é o fim da investigação. É uma das peças dela.

Entre os pacientes com TPPP, uma parcela significativa também apresenta ansiedade ou sintomas depressivos. Isso é real e precisa ser tratado. Mas a leitura que se faz costuma estar invertida.

Na maior parte dos casos, a ansiedade não é a origem da tontura. Ela é o que se instala depois de meses sentindo o chão se mexer sem explicação. E depois vira combustível: quanto mais alerta o cérebro fica, mais desequilíbrio ele percebe.

Quem trata só o ouvido

Não desfaz o alarme do cérebro. O sintoma volta.

Quem trata só a ansiedade

Não reabilita o sistema de equilíbrio. O sintoma continua.

Tontura crônica é um problema de neurologia com componente psiquiátrico, e não se resolve encaminhando o paciente de uma sala para a outra. Aqui, neurologista e psiquiatra discutem o mesmo caso. O plano de tratamento sai único, com as duas frentes começando juntas.

Por que a investigação aqui é diferente

Quatro pilares que distinguem a abordagem.

01

Duas especialidades, um único plano

Neurologistas e psiquiatras do mesmo corpo clínico avaliam o caso em conjunto. Você não repete a mesma história em agendas separadas.

02

Critérios internacionais, não impressão clínica

Aplicamos os critérios diagnósticos da Bárány Society (ICVD) para tontura crônica e vertigem. Diagnóstico se confirma com critério, não com palpite.

03

Consulta com tempo para a história

A maior parte dos diagnósticos de tontura se define na anamnese. Nossa primeira consulta reserva tempo para ouvir tudo, não apenas os últimos cinco minutos.

04

Plano de tratamento escrito

Você sai com hipótese diagnóstica, exames necessários, condutas e prazos, por escrito. Sem “vamos ver como você fica”.

Onde a consulta acontece

A investigação é feita aqui, na consulta, não só no laudo.

Boa parte do que define o diagnóstico de tontura é exame de beira de maca e conversa. Por isso o consultório é montado para isso.

Sala de exame do consultório, com maca clínica junto à janela
Sala de exame. É na maca que se faz Dix-Hallpike e a manobra de Epley: o teste e o tratamento da VPPB acontecem na própria consulta.
Modelos anatômicos do labirinto e dos canais semicirculares sobre a mesa do consultório
Modelos do labirinto. Os canais semicirculares na mesa servem para uma coisa: você entender, olhando, o que está acontecendo no seu ouvido interno.
Sala de consulta com mesa, poltronas e vista para a cidade
Sala de consulta. Espaço para a anamnese longa, a parte que mais define o diagnóstico.
Recepção da clínica Neurologia e Psiquiatria
Recepção. Neurologia e psiquiatria no mesmo endereço: você não circula entre clínicas diferentes.

Mapa da Tontura

Doze perguntas. Três minutos. Um resumo que a consulta aproveita.

No fim, você recebe seu padrão de sintomas organizado do jeito que um especialista precisa ver para investigar.

O teste faz

  • Organiza seus sintomas nos critérios que os especialistas usam
  • Mostra a qual grupo de causas seu padrão mais se aproxima
  • Gera um resumo para levar ao consultório

O teste não faz

  • Não dá diagnóstico
  • Não substitui consulta nem exame
  • Não indica tratamento ou medicação

Leva 3 minutos. Contato só no final, e é opcional.

Perguntas frequentes

Perguntas que quase todo mundo faz.

Já fiz ressonância, audiometria e exame de labirinto, todos normais. Vale a pena?

Vale, e trazer esses exames encurta o caminho. Exames normais não descartam TPPP nem enxaqueca vestibular; nesses quadros, o esperado é justamente que venham normais. A investigação continua na história clínica e em manobras feitas no consultório.

Já me disseram que é ansiedade. É?

Pode ser parte. Dificilmente é tudo. A ansiedade participa do circuito da tontura crônica em boa parte dos casos e precisa ser tratada, mas tratá-la sozinha, sem reabilitar o sistema de equilíbrio, costuma deixar o sintoma no lugar. É por isso que a avaliação aqui é conjunta.

Quanto tempo até melhorar?

Depende inteiramente do diagnóstico. Uma VPPB pode ter resolução do episódio já na consulta em que é identificada. Uma TPPP responde a um tratamento de meses, com resultados que variam entre pacientes. Quem der prazo antes de saber o diagnóstico está chutando.

Minha tontura piora no celular e no supermercado. Isso é normal?

Isso é um dado clínico importante, não um detalhe. A piora em ambientes visualmente complexos é um dos critérios diagnósticos formais da TPPP. Se acontece com você, mencione na consulta.

Preciso de encaminhamento?

Não. Você pode agendar diretamente pelo WhatsApp ou pelo botão desta página.

Atendem por convênio?

Entre em contato pela equipe para confirmar convênios aceitos e condições de atendimento particular com reembolso.

Fazem teleconsulta?

Teleconsulta pode ser oferecida para triagem ou retorno. A avaliação inicial de tontura depende de manobras presenciais, especialmente para VPPB. Para saber o que é possível no seu caso, fale com a equipe.

Você já esperou tempo suficiente por uma explicação.

Tontura de meses ou anos raramente se resolve sozinha, e raramente é uma coisa só. O primeiro passo não é um exame novo. É uma investigação bem feita.

Falar com a equipe

Atenção: procure o pronto-socorro se:

A tontura vier acompanhada de fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar, visão dupla, dor de cabeça súbita e muito intensa, perda auditiva repentina ou dificuldade para andar que apareceu de uma hora para outra. Nesses casos, não faça o teste. Vá ao PS.